Edital do V FUCA! Participe

Vamos, povo, mudar a vida,

que ela merece ser mudada.

Nosso oficio é fazer a vida.

Fazer a flor e respirá-la.” 
 

V Festival Universitário de Cultura e Arte

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            Em homenagem aos 80 anos de Nelson da Rabeca 

17, 18 e 19

Dezembro/2009 
 

INSCRIÇÕES DE APRESENTAÇÕES ARTÍSTICAS E BANDAS 

De 22/10 a 20/11  

Regulamento: 

1. Será permitida a inscrição de apresentações artísticas tais quais, apresentações teatrais, poesias, artes plásticas, fotografia, dança, performances e música; 

    1.1. Em caso de manifestações artísticas não especificas neste edital, a Comissão Organizadora do FUCA avaliará a entrada ou não na programação; 

2. As inscrições serão feitas através do e-mail vfuca2009@gmail.com ou na sede do DCE-UFAL (Rua Mal.Roberto Ferreira, Praça Sinimbú, Espaço Cultural, s/n, Centro, Maceió-AL, CEP 57020-580 ou Universidade Federal de Alagoas, Campus A. C. Simões, BR 104 – Norte, Km 97, Tabuleiro dos Martins – Maceió – AL, CEP 57072-970) com membros da Comissão Organizadora responsáveis por isto, no período de 22 de outubro a 20 de novembro de 2009; 

3. É necessário ter, pelo menos, um integrante matriculado em algum curso de graduação de qualquer instituição de ensino superior, devendo ser anexadas ou enviada uma cópia da carteira de identidade e uma do comprovante de matrícula do estudante à ficha de inscrição; 

4. Apresentações teatrais, performances, poesia e dança:

    4.1 Para inscrição é necessário apresentar junto à ficha inscrição:

         4.1.1. Um release explicando o trabalho

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      4.1.2. Uma mostra do trabalho: no caso de teatro, o roteiro teatral, no caso da dança e performance, uma gravação da apresentação ou o roteiro que especifique o que será apresentado, e, no caso da poesia, deve ser encaminhada a poesia que será apresentada.
      4.2. A comissão organizadora se responsabilizará pela cessão estrutural para apresentação (espaço, som e palco), questões como cenários, CDs e roupas usadas nas apresentações serão de inteira responsabilidade dos inscritos. 

5. Exposições de artes plásticas e fotografias:

    5.1. Para inscrição é necessário apresentar junto a ficha inscrição:

         5.1.1. Um release explicando o trabalho e uma mostra do mesmo

    5.2. No caso de exposição fotográfica, o candidato deverá se responsabilizar pela impressão das fotografias. 

6. Apresentações musicais:

    6.1. Para inscrição é necessário apresentar junto a ficha inscrição:

        6.1.1. Um release explicando o trabalho,

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      6.1.2. Um cd ou fita demo do trabalho do músico ou da banda, devidamente identificada, com as músicas que se propõem a apresentar,

    6.2. É  necessário que a mesma tenha pelo menos uma música de autoria própria.  
 

5. Permitir a gravação do show.

7. As Apresentações artísticas concorrentes serão selecionadas por uma comissão de estudantes de vários cursos da UFAL, inclusive dos cursos de Artes.  

8. A divulgação dos resultados da seleção acontecerá no dia 27 de Novembro de 2009, no DCE Quilombo dos Palmares – UFAL, na praça Sinimbú e ficará anexado em murais do Espaço Cultural e do Campus, junto à programação.  

     Comissão Organizadora do V FUCA

Editorial

EDITORIAL

Em novembro de 2008 era eleita para a diretoria do DCE-UFAL, a gestão Amanhã Vai Ser Outro Dia. Com isto, após um ano sem gestão efetiva, e quase quatro anos sem uma diretoria que trouxesse o DCE para perto dos estudantes, a entidade representativa voltava a ser conquistada para as lutas.

Ao longo dos últimos meses, o DCE-UFAL esteve envolvido nas principais mobilizações estudantis do estado. Especialmente naquelas que envolveram diretamente estudantes de nossa Universidade, em uma luta por melhores condições de estudo.

Participamos das mobilizações contra o aumento das passagens de ônibus em Maceió. Infelizmente, a tática desonesta da prefeitura de sancioná-lo em pleno réveillon, acabou derrotando a organização dos estudantes da cidade, onde universitários e secundaristas tentaram unir-se contra a medida.

Entre as grandes mobilizações, o DCE esteve também envolvido naquelas que aconteceram na própria UFAL. É necessário destacar a brava luta dos estudantes de Palmeira dos Índios, que se rebelam contra as condições de estudo naquele pólo, e que arrancou vitórias e compromissos da Reitoria. Esta foi a principal mobilização estudantil dos últimos meses no estado. Suas pautas denunciaram que tipo de expansão a UFAL vem sofrendo por parte da Reitoria e do Governo Lula. Um crescimento desordenado que precariza a formação dos estudantes e as condições de trabalho dos professores e técnicos.

Isto não acontece só no interior. No campus A.C. Simões faltam salas de aula, estrutura para laboratórios, professores, acervo bibliográfico etc. A expansão levada a frente pelo decreto do REUNI, implementado pelo Governo petista e por Ana Dayse, além de ter sido aprovado por via da truculência e repressão, agora mostra sua verdadeira face. Um número grande de estudantes que estão entrando em uma Universidade que não consegue comportá-los. Nas estatísticas que serão apresentadas nas próximas eleições presidenciais e para reitoria vão aparecer apenas as novas vagas no ensino superior. Mas, evidente, não aparecerão o número de estudantes que estão assistindo aulas nos corredores quando existem professores para a matéria, que não têm acesso a um Restaurante Universitário, que não conseguem abrigo na Residência Estudantil. Por isto fizemos uma manifestação no campus em que exigimos respostas da Reitora!

Não bastasse, a Reitoria aprovou, também sem qualquer debate real, a proposta de vestibular unificado do Governo Federal. Com isto, os estudantes de Alagoas passam a concorrer, via ENEM, com estudantes de todo o Brasil. A tentativa é garantir que não existam vagas ociosas na Universidade. O problema é que isto significa salas de aulas lotadas e professores sobrecarregados. A Reitoria foi tão insensível que, simplesmente, ignorou que Alagoas é o estado com a segunda menor média no ENEM. Ganhamos só do Amapá. Ainda assim, a reitoria e seus capachos garantem que a quantidade de estudantes originados de escolas públicas irá aumentar na UFAL. Não sabemos como isto poderá acontecer!

E ainda estivemos presentes no Congresso Nacional de Estudantes, fórum que não reconhece a União Nacional de Estudantes (UNE). A UNE tem sido a favor de todas as políticas acima e outras que destroem a Universidade Pública. Por isto temos de nos organizar por fora dela atualmente.

O DCE-UFAL travou todas estas lutas. No entanto, os quatro anos de inatividade da entidade, com gestões que não se preocupavam com ela, ou até mesmo sem qualquer gestão, trouxe graves problemas estruturais para a mesma. Isto se reflete na dificuldade que o DCE se encontra em fazer as carteirinhas estudantis, na ausência de uma sede nos campi da UFAL, na recusa da Pró-Reitoria Estudantil em devolver o bolsista do DCE etc. Existe a tentativa de reconquistar estes direitos perdidos durante as últimas gestões. Mas não é algo fácil.

Neste início de segundo semestre teremos a entrada de novas turmas. Ficamos felizes com a chegada de nossos novos colegas. Mas é nossa tarefa de veteranos alertá-los que a realidade que encontrarão aqui, não será necessariamente a mesma com a qual sonharam durante o vestibular. Por isto lançamos este pequeno jornal. Damos as boas vindas aos calouros! À Universidade e a à luta estudantil!

ONDE EU POSSO ENCONTRAR O DCE?

Como dissemos, não temos sede fixa no Campus Maceió, e nem nos pólos. Nossa sede se localiza na Praça Sinimbu, no estacionamento da Antiga Reitoria. Estamos também sem telefone, mas já estamos tentando providenciar! E vocês também podem acessar https://dceufal.wordpress.com/, ou mandar um e-mail para: dcequilombo@gmail.com. Ou qualquer material, documento, oficio, carta, recadinho etc vocês podem deixar Ana pasta do DCE na Xerox do DCE que fica ao lado do Restaurante Universitário

A Universidade em Crise!

UNIVERSIDADE EM CRISE!

Estamos cansados de ouvir notícias e mais notícias sobre a crise econômica mundial sempre que ligamos a TV ou abrimos o jornal. São demissões de trabalhadores em todo o mundo, como é o caso das 4720 demissões da EMBRAER, verbas sendo cortadas de todos os serviços públicos, famílias entrando em desespero aos montes. A mídia tem colocado uma série de informações desencontradas, ora dizendo que estamos entrando numa profunda depressão, ora dizendo que o pior já passou. Às vezes temos a impressão de que essa discussão não tem nada a ver com nossas vidas, mas o fato é que cada vez mais famílias vêm sentindo os efeitos da crise mundial, não só pelo fantasma das demissões que ronda a vida de quem trabalha, mas dos riscos de mais perdas de direitos e salários, coisas que foram conquistadas a duras penas pelos trabalhadores brasileiros.

Mas onde fica nossa Universidade nesse momento de crise? É duro dizer, mas pó ser que a Universidade pública viva seus últimos suspiros, e a crise econômica vêm obrigando o Governo Lula a terminar de liquidá-la. Temos acompanhado nos últimos anos uma série de medidas que estão transformando a Universidade brasileira num verdadeiro “escolão de terceiro grau”. As medidas como o REUNI (Programa de apoio aos planos de expansão e reestruturação das Universidades Federais), imposto pelo Governo Federal e pelas reitorias em 2007, aprofundam a morte da Universidade, ao impor quase o dobro de estudantes ingressantes sem garantir a mínima estrutura física e pedagógica para essa expansão. Além disso, cada vez mais há livre caminho para que as grandes empresas multinacionais se utilizem dos espaços da Universidade para lucrarem, atrelando a pesquisa e a extensão aos seus interesses.

A crise econômica, para piorar a situação, se manifesta hoje na Universidade através de monstruosos cortes orçamentários. São bilhões de reais que deixam de vir para a educação pública e vão direto para os bolsos dos banqueiros e industriais que estão falindo! Os planos de expansão da Universidade propostos pelo Governo Lula, combinados com o não investimento em educação colocam nossa Universidade hoje numa encruzilhada.

Vemos na UFAL hoje cursos que nem sequer têm prédio próprio, o recente alagamento no CTEC demonstra que a infraestrutura de drenagem implantada tem sérios problemas, em muitos cursos estudantes já assistem aula com salas lotadas e muitas das obras propagandeadas como “obras do REUNI” estão empacadas com os cortes que o governo fez para educação com a “justificativa” da crise. Ainda existem os problemas que acompanham nossa universidade há tempos, como falta de laboratórios; acervo precário na biblioteca central e nas setoriais então, quando existem, é ainda pior; falta de professores que agora só se agrava com cada ano mais estudantes entrando na universidade. As conseqüências do desmonte que a educação vem aparecendo e continuarão a piorar, por isso a mobilização estudantil em aliança com os trabalhadores é tão importante.

De nossa parte chamamos todos os estudantes a dizer em alto e bom som que nem a juventude nem os trabalhadores devem pagar por essa crise! Precisamos dar uma resposta através das lutas, exigindo de Lula que impeça as demissões e garanta uma real expansão e reestruturação das Universidades públicas! O DCE/UFAL também está nessa luta!

O Novo (Velho) Vestibular…

O NOVO (VELHO) VESTIBULAR…

Há algumas semanas o Governo Federal e a grande mídia vêm alardeando aos quatro ventos o “fim do vestibular”. Quem acompanha estas notícias com um pouco mais de atenção, no entanto, logo percebe que tudo não passa de um jogo de palavras bastante sem graça, e até mesmo de mal gosto. A proposta do Ministério da Educação é que, para exame de admissão no Ensino Superior seja utilizado o ENEM ao invés das provas que já se conhecem.

No fim, troca-se seis por meia dúzia. O ENEM continua se comportando como um exame que afastará o acesso à Universidade da grande maioria dos jovens que saem de nossas escolas secundaristas. Mas, desta vez, a concorrência se coloca em um nível nacional, já que o processo de seleção se tornou unificado. Ou seja, a concorrência que antes, mesmo que não completamente, se dava entre os estudantes do mesmo estado ou região, agora passa a envolver os estudantes de todo o país.

Longe de acabar com o vestibular, portanto, o Novo ENEM representa uma disputa ainda mais acirrada por uma vaga na Universidade. Na UFAL, ele foi aprovado em uma reunião do Conselho Universitário conturbada, sem discussão real com a comunidade acadêmica, como é comum acontecer.

Os Passos da Repressão na UFAL

OS PASSOS DA REPRESSÃO NA UFAL

No ano de 2007 os estudantes da UFAL, como tantos outros ao longo do país, estiveram envolvidos em um processo de lutas que caracterizou aquele período. No primeiro semestre, foi construída uma Ocupação de Reitoria que fez parte das mobilizações Contra as Reformas Neoliberais e contou com o apoio e a construção dos movimentos sociais da luta pela terra com atuação em Alagoas. No segundo semestre, o movimento se viu na necessidade de lutar contra o ReUni, poderoso ataque à Universidade Pública desencadeado pelo Governo Lula.

Em ambos os momentos, a luta se deu diretamente contra a personificação do neoliberalismo na UFAL: a reitora Ana Dayse e toda a administração central da universidade. A luta contra o ReUni, em especial, demonstrou quão longe estava disposta a ir a reitoria da UFAL para garantir o sucesso de seus interesses. A comunidade acadêmica foi testemunha do atropelo das discussões que, por não conseguir driblar a resistência do Movimento Estudantil, teve de se tornar cada vez mais truculento.

As reuniões do Conselho Universitário vinham sendo acompanhadas por seguranças pessoais da reitoria disfarçados de estudantes, passando daí para a tentativa de intimidação explícita por parte da administração da UFAL. O ConsUni foi cada vez mais preenchido pela segurança terceirizada da universidade até que este processo culminou com a agressão física dos estudantes que se manifestavam contra a adesão ao projeto.

Após isto, o Movimento Estudantil da UFAL vive cenas que jamais imaginaria. Um dia após o ConsUni em que os estudantes foram agredidos, organizou-se uma Assembléia Geral dos Estudantes para discutir as ações do movimento. A Assembléia teve lugar no Hall da Reitoria da UFAL, onde o Movimento Estudantil organizava um acampamento em protesto à adesão ao ReUni. Os mais de 200 presentes puderam testemunhar a invasão da Polícia Federal à plenária, com metralhadoras em punho alegando que haviam recebido denúncias de dano ao patrimônio da universidade. O direito à livre-reunião e as garantias democráticas dentro da Universidade sofreram um duro golpe neste dia. Recusando-se a continuar a Assembléia com a presença da polícia, os estudantes esperaram sua retirada. Os policiais tiveram de ir embora sem constatar qualquer ameaça ao patrimônio da UFAL.

Não bastasse, a reitoria consegue, judicialmente, garantir que o Conselho Universitário que discutiria a aprovação do ReUni fosse acompanhado de forte policiamento. Além disto, houve, de forma inédita na UFAL, um controle de quem estaria presente na sala de reuniões, sendo limitado o número de estudantes. No fim, a polícia aprovou o ReUni na UFAL, enquanto estudantes, técnicos e professores retiraram-se do Conselho por não aceitarem que qualquer discussão naquele espaço fosse acompanhada por forças da repressão.

Após isto, é desencadeado um aprofundado processo de perseguição e repressão na universidade. Onze estudantes foram intimados a prestar esclarecimentos em um processo disciplinar para o qual a Ouvidoria da UFAL, órgão que nunca havia funcionado, foi inaugurada. Visitas e intimações da Polícia Federal tornaram-se freqüentes e, hoje, cinco estudantes estão indiciados por crimes como resistência e desacato a autoridade. Uma lista de vinte e cinco estudantes do movimento estudantil foi condenada a pagar uma multa de R$ 1.000,00 (mil reais) por causa das manifestações organizadas à época da aprovação do ReUni.

Todos estes processos estavam parados até o último mês, quando um estudante da UFAL recebeu uma intimação para pagar a tal multa. Mais uma coordenadora do DCE foi intimada a depor na Polícia Federal sendo indiciada por crime de resistência logo depois.

É visível que a reitoria pretende retomar seus passos de repressão ao Movimento Estudantil combativo na universidade. A UFAL tem passado por dificuldades graças ao processo de expansão ao qual foi submetida, especialmente nos pólos do interior, mas também em Maceió. Faltam salas de aulas, condições mínimas de estudo, os professores estão sobre-carregados, além de diversos outros problemas. No segundo semestre haverá a entrada da segunda turma dos cursos, crescendo o número de alunos precarizados, o que aumentará ainda mais as pendengas estruturais pelas quais a universidade passa. Por isto, a reitoria quer calar o movimento através da repressão. Para impedir que a lute exista, antes mesmo dela ser retomada.

Os ataques estão sendo cada vez mais evidentes e, atualmente, o próprio acesso dos estudantes às sedes de suas entidades (CA’s e DA’s), localizadas no campus vem sendo posto em xeque pela administração da UFAL. A reitoria agora tenta proibir que os alunos pernoitem na universidade alegando que esta possui um “horário de funcionamento” o qual jamais foi regimentado. O que se quer é atacar a autonomia do movimento que, historicamente, organiza-se através de reuniões-vivência que acontecem nas sedes dos centros e diretórios acadêmicos, além de eventos como encontros, seminários, atividades culturais e o próprio Congresso do DCE-UFAL, fórum máximo de deliberação da entidade, previsto para este semestre.

As lutas que serão travadas no próximo período na UFAL passarão, obrigatoriamente, pela luta contra a repressão e pela autonomia do Movimento Estudantil. Os estudantes da USP têm sofrido este ataque de forma ainda mais brutal, com a polícia impedindo presencialmente a greve dos trabalhadores e estudantes daquela universidade, mas temos consciência de que esta é uma realidade que tem se elevado em diversas universidades. Defender as liberdades democráticas na Universidade é defender a própria Universidade, sua autonomia e sua qualidade.

O Caso da USP

O CASO DA USP

Desde 2007 a USP é palco de importantes lutas que os estudantes travaram em defesa da educação pública. Foi assim na ocupação de 50 dias da reitoria contra os decretos privatizantes do Governo Serra.

Acontece que no último mês estudantes professores e técnicos formam hoje mais uma barricada em defesa da educação pública. O governo Serra quer implementar em São Paulo a educação á distância, coisa que o governo lula já implementou.

Além disso, várias ofensivas estão sendo feitas aos funcionários da USP, como a demissão do companheiro Brandão, além do risco iminente de demissão de 5 mil trabalhadores. Frente a isso os três setores da universidade uniram-se em defesa dos trabalhadores e da educação do estado.

Em resposta as mobilizações, o governo Serra e as reitoras Suely Vilela autorizaram a entrada da polícia militar no campus da USP e diferente do que diz a Suely e Serra, não foi para garantir a segurança da comunidade acadêmica. Foi para reprimir os estudantes, professores e técnicos e impedir que seus protestos fossem ouvidos pela cidade e pelo estado de São Paulo.

Em duas manifestações na semana passada e na anterior, vários estudantes que estavam em protesto foram feridos por bombas e balas de “efeito moral” e um grupo de 150 estudantes organizados por grupos de direita, ameaçou invadir a sede do SINTUSP na tarde do dia 18 de junho.

Nós do DCE UFAL perguntamos agora: o que você estudante que vem todos os dias para a universidade faria se visse que dezenas de policiais na entrada da biblioteca ou do CHLA ou da biblioteca, por exemplo?

Como nós estudantes devemos nos portar? Calar? Será que é assim muito simples a reitora chamar a polícia para agredir a comunidade acadêmica e tudo ficar como está?

É por isso que os estudantes, professores e funcionários da USP estão em greve e fazem um chamado para uma greve das estaduais paulista e que nós do DCE UFAL apoiamos incondicionalmente a atitude dos lutadores. Afinal, nós poderemos ser os próximos a ser proibidos de nos manifestar e dizer o que pensamos do modelo de educação que nos é imposto.

Congresso Nacional de Estudantes

CONGRESSO NACIONAL DE ESTUDANTES

Nos dias 11, 12, 13 e 14 de junho ocorreu o Congresso Nacional dos Estudantes, na cidade do Rio de Janeiro. A Gestão participou da construção do CNE e esteve presente com delegados eleitos nos cursos e observadores. Dividimos o ônibus com uma delegação de estudantes de Sergipe. Ao todo, dos dois estados fomos em 45 estudantes. Houve vários debates sobre a reorganização da movimento estudantil e a fundação de uma nova entidade estudantil: A ANEL Assembléia Nacional dos Estudantes Livre. O Diretório Central dos Estudantes hoje não tem posicionamento sobre a ANEL. Ocorreram alguns debates no DCE que mostraram que alguns estudantes querem construir a entidade e outros, concluíram que não, que o DCE não deve construir a ANEL. Porém, queremos fazer a discussão para além do DCE, queremos que você se incorpore nos debates e que coloque também a sua opinião. O Congresso do DCE vai discutir várias coisas dentre elas os rumos do movimento estudantil e a ANEL. Procure o seu Centro ou Diretório Acadêmico e procure mais informações!

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